Micronations
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Jornal A República[]

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Editorial - O nascimento de um formador de opiniões


A mídia é o quarto poder. Esta frase popular esboça bem o papel que a mídia, impressa ou eletrônica, desempenha no dia-dia macronacional. No micronacionalismo, de uma certa forma, não seria diferente. Qual micronacionalista nunca entrou em um Fórum para deixar sua opinião, por mais simples que seja? Qual chefe de estado micronacional nunca participou de ávidas discursões, nos fóruns internacionais, como o MNO? Ou mesmo fóruns brasileiros, como o do UOL. Quais são as chances de uma revolta popular ou um golpe de Estado micronacional, se eles não forem divulgados por algum veículo de informação. Poucas. Os fóruns, hoje tão populares, foram precedidos por inúmeros jornais micronacionais. Muitos de âmbito local e outros tantos de abrangência inter-micronacional. Na imensa maioria, com uma característica semelhante: poucas edições de vida. Uma vez ou outra alguém surge tentando levantá-los. Mas dura pouco. A atualização mensal de um veículo de informação sério, no âmbito do micronacionalismo é uma tarefa difícil mas é o compromisso que queremos assumir. A preocupação pela qualidade do Jornal A República existe e é o fator fundamental de sua existência. É baseada em textos bem selecionados, dispostos em edições mensais. Contará ainda, com participação especial de autoridades e cidadãos estrangeiros. O que importa é a qualidade. O Preto no Branco.




Textos Selecionados da 1º Edição


Por que uma Mafalda?[]

Carta do Ministério das Relações Exteriores

Segundo manda as tradições mais remotas do "Aldeas Veritas", os victorianos sempre foram demasiadamente contestadores; e ao mesmo tempo demasiadamente práticos; podendo-se alterar este adjetivo por simplistas. Uma sociedade que prega a paz e harmonia mas não as enxerga sem uma pitada de desenvoltura vanguardista. "Está no sangue" já lembrava o General Sidney D'Andrade, ao elaborar as seis únicas leis da Carta Fundamental e unificar as Cidades-Estados sob a bandeira da recém-fundada República de Victoria. A base fundamental da política victoriana, iniciada com a unificação dos exércitos rebeldes nas "guerras coloniais"; sempre foi o de acomodar os mais diversos interesses das suas Cidades-Estados, cada qual com suas culturas e tradições próprias. Vêm desde esta época a excessiva preocupação do governo para com seus habitantes, traduzido atualmente na sua aclamada Política de Bem-Estar. Provendo todos os habitantes de casas e um rendimento semanal bancado pelos impostos arrecadados pelo Governo. Criar empregos para todos os habitantes seria demagogo, pois não se respeitaria o direito individual de "não fazer nada" de alguns habitantes convíctos; ao mesmo tempo em que não existem empresas suficientes para tal. Tamanha preocupação com o desenvolvimento interno, seja o humano ou estrutural, tornou a política externa victoriana extremamente crítica quanto aos seus objetivos; que são o de reproduzir nas suas relações diplomáticas os avanços alcançados internamente, com a criação de fortes laços de amizade e um alto nível de cooperação mútua. Valorizando por demais as atividades conjuntas construtivas e repudiando iniciativas factóides ou superficiais, tais como a maioria dos organismos micro-internacionais que se limitam à agregar o maior número de membros ou a servir de vitrine para as suas colegadas micronações fundadoras. Esta questão de neutralidade afirmada, nada mais é do que uma forma de protestar contra uma mentalidade predominante no micromundo lusófono; Na falta de preocupações mais abrangentes ou discursões mais importantes, dar-se-á muito importância às questões externas; não por este motivo, praticamente todas as micronações criaram, como primeiro órgão de governo, a Chancelaria ou o seu Ministério das Relações Exteriores. Muitas micronações limitam a sua existência ao puro e simples exercício de conseguir o maior número de relações diplomáticas possíveis; sem sequer ter a intenção de trocar mais de duas mensagens com tais "contactados". Contestadores dos costumes ou apenas mal acostumados pelo tratamento do Governo, todos os victorianos têm orgulho de seus ideais pacifistas, das suas tradições comunitárias e do seu modo de vida próspero e bem estruturado. Mas sempre fazendo questão de compartilhar das suas conquistas com o próximo; inpugnando sistemas e mentalidades, como uma eterna Mafalda.

Micronações: de "hobby" à "válvula de escape" macronacional.[]

G.G. Caesar D'Andrade, adaptado do Fórum da OMN

O micronacionalismo pode ser um hobby, um passatempo ou até uma forma de confraternização. Algo um pouco mais sério ou até mesmo um jogo. Sua origem remonta aos anos 70, na iniciativa de um garoto americano de treze anos que declarou seu quarto um território independente e criou a primeira micronação virtual do mundo. Exemplo que foi seguido pelos amigos da sua rua e de lá para cá, imitado por uma legião incontável de pessoas ao redor do mundo. Esse mesmo micronacionalismo que acabara de nascer, adquiriu diversas conotações diferentes por onde passou. Da mais simples brincadeira à mais séria reinvindicação política. Ao se análisar mais profudamente o micronacionalismo. Não se atando apenas às micronações virtuais em sí, mas sim ao significado do termo "micro-nação" podemos fazer algumas considerações curiosas e interessantes. Entende-se por nação: agrupamentos de seres ligados pela origem, tradições, costumes, etc; geralmente por uma língua ou identidade comum, não necessariamente fixados em um território. Poderíamos então classificar no mesmo grupo a nação corinthiana e a nação basca; dois exemplos completamentes diferentes do que se pode classificar como nação; cada um porém, reunindo um grupo de seres (pessoas) ligados por suas tradições e costumes. Importando este exemplo ao micronacionalismo, poderíamos imaginar uma "República Corínthians" brasileira e uma "República Basca" espanhola*. Ampas seriam micronações, porém demostraríam possuir características muito peculiares e bem adversas. Enquanto a micronação européia procura fundamentar-se em algo mais sério, próximo de um objetivo real e forte tendência regionalista (como o grupo basco ETA); os sul-americanos formariam uma comunidade mais idealista, menos filosófica; preocupada com problemas simplórios, ao contrário da européia, com preocupações mais enraizadas. Pergunto se não seria esta, mais uma entre as características das micronações sul-americanas; assim como a de buscar fórmulas e sociedades opostas às em que vivem; mais corretas ou até mesmo perfeitas. Suas micronações seriam mais superficiais. Por sua vez, a corrente européia teria entre as suas características, questões mais ligadas às suas origens históricas e com uma forte preocupação em reafirmá-las ou reinvindicá-las. Como uma micronação Basca ou Flamenga; cujas identidades e tradições coexistes como nação, ao mesmo tempo do infortúnio da não territorialidade real como país. O tema é muito vasto e fascinante. O micronacionalismo, acima de tudo, é um exercício de cidadania, uma forma de protesto, um meio de se expressar ou de reinvidicar; de alterar as coisas que dificilmente serão alteradas em macro. Uma simulação de sociedade onde se pode "sair da sociedade". Uma válvula de escape do macromundo ou mesmo um hobby, o mais importante é interagir.


Estudo econômico acerca das empresas projetadas victorianas.[]

Caesar D'Andrade - G.G. da Rep. de Victoria

No micronacionalismo em geral, as empresas desempenham um papel dúbio. Ao mesmo tempo em que surgem, inúmeras, em praticamente todas as micronações conhecidas. Seu papel se resume à uma simples representação na Internet. Podemos classificar as empresas micronacionais em duas categorias. Na primeira, teríamos as empresas ditas não-funcionais, como as de aviação, as de turismo, entre outras; no segundo, as ditas funcionais: institutos, fundações, jornais ou mesmo universidades. Enquanto as primeiras necessitam de um enorme esforço de imaginação ou de um excelênte sistema de circulação monetário, existindo apenas em seus sítios no ciberespaço as do segundo grupo realmente obteriam uma relação produto-consumidor verdadeira. Podendo realmente contribuir de alguma maneira, seja através da distribuição de um produto real como a informação ou a troca de uma mercadoria valiosa, como o conhecimento. Sendo estas, as duas únicas mercadorias "de fato" existêntes no micronacionalismo. As empresas victorianas não fogem à regra. Um jornal (A República) ou uma Fundação (FGV), nos trazem resultados realmente concretos. Por sua vez, como implementar outros tipos de empresas? Como criá-las, sem que desabem na futilidade? A resposta seria a criação de empresas projetadas para serem produtivas dentro de um sistema monetário com vida própria. Onde os ganhos não são inventados, as contas batem, as empresas pagam impostos e que o governo funcione apenas com o que arrecade. Parece complicado e é, mas é o que o Governo da República de Victoria está prestes a tentar. Para isso acontecer, alguns pontos tiveram de ser observados para a criação destas empresas projetadas em Victoria. Todos as etapas teriam de estar integradas ao sistema econômico. Ao contrário do que ocorre na imensa maioria das micronações, onde a sua criação está vinculada à simples vontade do criador e à um sítio na Internet. Toda empresa para ser fundada requer uma quantia financeira específica. Seja investimento municipal, federal, particular ou coletivo. Seu lucro se dá pela quantidade de mercado, seja o número de cidades, vilas ou mesmo de empresas intermediárias que comprem a sua mercadoria. Como é o caso entre a Mina de Carvão e Usina Térmica. A maioria quase absoluta das empresas projetadas possuem a mesma projeção de lucro. Cerca de 3,2 partes do seu valor de construção. Uma empresa cuja construção requira D$400,00, terá um lucro semanal aproximado de D$125,00. Hipótese de renda baseada na atual conjuntura victoriana, com cinco cidades e vilas para serem abastecidas. No caso das empresas projetadas que necessitem de outras empresas intermediárias para comprar sua mercadoria, a projeção do Governo para quando se atingir um estágio de maturação econômica no futuro, é a de que existam um mínimo de cinco empresas intermediárias, garantindo a proporção de 3,2 (partes do investimento inicial) para os lucros semanais. Uma vez que se é permitida apenas um tipo de empresa por cidade. As exceções ficam por parte das empresas: Fazendas, florestais e Madeireiras. Com projeções de lucro em torno de 4,8 - 4,1 e 4,0 partes do seu valor de construção. Ou seja, lucros proporcionalmente menores, não necessariamente pequenos. Bons investimentos podem ser realizados pelas próprias prefeituras. A abertura de uma empresa, por exemplo, necessita da aprovação municipal. Cidades com características especiais, como as que se encontrarem no deserto, são as únicas que poderiam abrigar uma empresa de Poços Artesianos. Assim como outras cidades, em outras regiões, com outras empresas. Caso existisse uma vila ou cidade na região desértica de Victoria, apenas uma empresa do tipo Poços Artesianos poderia ser criada. Ela nessecitaria de baixo capital (D$240,00) e poderia obter lucro proporcional. Em torno de D$75,00 (base 3,2. Para cinco cidades abastecidas). Bom negócio para o município, que pode abrir concorrência pública para vender a licença de construção desta. Uma prática permitida quando existem mais de um interessados em abrir um determinado tipo de empresa no município (e proibida quando não existem outros interessados). E bom para os investidores. Que vislumbram o aumento dos seus lucros com o surgimento de novas cidades. Muitos motivos tornariam as empresas projetadas victorianas funcionais. Elas são integradas à economia e fazem parte de uma cadeia sistemática. Interagem com as cidades e com as outras empresas. Deste sistema retiram o seu lucro e pagam os seus impostos. Acima de tudo, interagem com o sistema monetário da qual fazem parte.


Micronações Emergentes: Comparações e Tendências.[]

Nbungo Saibahd Kelterspruf - Min Real das Rel.Ex. Kelterpruf

Assim como ocorre entre as macronações, é notório que existam potências micronacionais e micronações emergentes. Podemos citar como potência micronacional lusófona o Sacro Império de Reunião. Tal fato não deve-se somente ao grande número de habitantes da referida micronação, mas sim, deve-se também a sua capacidade ímpar de renovar suas estruturas internas, assim como o seu poder de influência sob uma gama considerável de micronações lusófonas e, inclusive, anglófonas. A propósito, no que se refere às potências micronacionais anglófonas, podemos citar o Rasinado Imperial de Q'attera-Macussia e a República de Molóssia. Mas retornando ao tema inicial - e principal - acerca das micronações emergentes, é inegável perceber o rápido desenvolvimento da Comunidade Livre de Pasárgada (CLA). No presente momento, Pasárgada é a micronação lusófona mais atuante no cenário micronacional lusófono. A CLA nem sequer completou 6 meses de existência, mas já contactou mais micronações do que muitas outras, que já estão há tempos no universo micronacional. Outra micronação lusófona de destaque é o Principado de Sofia. Uma vez mais, digo que não se trata do aumento da população que a torna emergente, mas sim, sua característica de envolvimento em diversas atividades e organizações micronacionais e, portanto, o aumento da população é mera conseqüência das qualificações do Principado de Sofia, corroborando, ainda, com o pensamento de que a tendência, no momento, é a multipolaridade micronacional, ao invés da unipolaridade, ou seja, a influência de mais de uma micronação, ao invés de uma (única) micronação. A despeito da característica de rápido desenvolvimento de alguns microgovernos, não significa isto que as demais micronações tenham menor importância. Devemos sempre lembrar que a micropatriologia não é uma competição. Trata-se, na realidade, de uma oportunidade para compartilhar conhecimentos e, ao mesmo tempo, aprender coisas novas, lidar e comparar as situações micronacionais com as macronacionais, fazer novas amizades e - porque não dizer - para vivenciar situações de divertimento, também. Sendo assim, toda micronação, no seu devido tempo, evidenciará ser emergente, quando comparada, sem competição, com as demais micronações. Um exemplo é o caso da República Popular do Novo Império Soviético que, incontestavelmente, é uma referência em termos de micronação anglófona emergente (a despeito da mesma, atualmente, adotar uma política isolacionista, tal qual o Estado do Porto Claro). Não obstante, toda micronação tem sua particularidade, mesmo não sendo emergente, como é o caso do Califado Malê, por se tratar da única micronação lusófona islâmica (partindo do pressuposto de não ser levado em consideração "certa micronação lusófona lúdica"); assim como podemos citar o Cordial Reino de Kelterspruf, por sua característica singular de ser uma micronação lusófona com influências latino-americana, européia e polinésia, bem como podemos, igualmente, citar a República de Orange como sendo a única micronação lusófona com a característica de privilegiar a herança cultural holandesa deixada por Maurício de Nassau, no Brasil. Há muitas outras micronações que não foram citadas, porém, tais micropaíses - não importando sua condição de potência, emergente, ou ainda, estável - têm papel relevante na construção, assim como na continuidade de uma sociedade micronacional que visa, primordialmente, a amizade entre os povos, almejando o crescimento, em prol de toda a comunidade intermicronacional.

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